Uma sombra. Um “grito no silêncio”. Um “reflexo no escuro ou no medo”. Uma sombra. “Felina, obscura, sombria, silenciosa e fascinante”. Um “ser fantástico” que discursa “através dos seus pequenos movimentos cortantes, como sussurros”. De onde vem e para onde vai? E quais os seus limites?

As dúvidas foram desfeitas no palco da Sociedade Filarmónica Recreio Alverquense (SFRA), na Mostra Final de Dança 2015, pelas alunas da Atividade de Enriquecimento Curricular (AEC) de Dança Contemporânea e Dança Jazz da Fundação CEBI. Era dia 29 de maio. “In Shadow” era o nome do espetáculo.

Com música de James Blake e Bon Iver, dezenas de alunas, coreografadas pela Professora Teresa Pinto, mostraram como é impossível perder uma sombra, como os corpos e as luzes são constantemente “parceiros” e como duas dançarinas podem ser uma só. No movimento, na ação. No preto e no branco, no palco iluminado e na meia-luz arquitetada.

Nesta inevitável relação, muitas vezes confusa e poucas vezes perfeita, houve o desejo, entre o corpo e a luz, de se poderem tocar. Ambos receavam “que isso nunca fosse acontecer”. E, por isso, continuaram a desenvolver um movimento duplo, mudaram a trajetória e nunca deixaram “a magia desvanecer-se”. Até porque o mistério do andar e a dança no vazio nunca terminaram. E foi aí que respiraram. E depois sorriram. Meio escondidas. E acabaram por “ser um”.

Ballet e Expressão Corporal também enchem espetáculo na SFRA

Na Mostra Final de Dança do Colégio José Álvaro Vidal, que esgotou as centenas de lugares da SFRA, participaram ainda os alunos de Ballet e as turmas que integram o Atelier de Expressão Corporal, atividades dirigidas pela Professora Ana Moreno.

Com excertos clássicos de Johann e Josef Strauss e Tchaikovsky, os dançarinos de 4 e 5 anos abriram o espetáculo e brilharam vestidos a rigor.

O colorido “Pássaro de Alma” seguiu-se depois, com dezenas de alunos do Atelier de Expressão Corporal e com a participação especial de quatro elementos da turma de Necessidades Educativas Especiais. Um arco-íris gigante invadiu o palco, em tons de amarelo, verde, vermelho, azul e roxo, ao som de René Aubry que acompanhou toda a atuação.



VOLTAR