Numa reflexão conjunta sobre as crianças face a uma situação de separação dos pais, bem como à regulação das responsabilidades parentais em prol do seu Superior Interesse, dezenas de participantes encheram, por completo, o Ateliê Artístico da Fundação CEBI para participarem na Tertúlia “A criança e a separação dos pais: que direitos, que família?”. 

Organizada pela Casa de Acolhimento da CEBI, a sessão, que se realizou no final do mês de maio, decorreu num formato que promovia a participação e foi conduzida pelo Juiz de Direito do Tribunal de Família e Menores de Mafra, Doutor Joaquim Manuel da Silva. 

Conhecido por ser, em primeira instância, “um juiz amigo das crianças”, defensor da residência alternada e da conciliação de pais em desacordo, o Doutor Joaquim Manuel da Silva vincou isso mesmo durante a sessão que dinamizou, explicando, desde logo, a necessidade de separar a conjugalidade da parentalidade: “um casal pode deixar de ser um casal, mas nenhum dos dois deixa de ser pai ou mãe”.

“Impedir que os pais destruam a infância dos filhos”

Na Tertúlia, mais uma iniciativa organizada no âmbito das comemorações do 50.º Aniversário da CEBI, a acompanhar o Juiz Joaquim Manuel da Silva estiveram presentes o Arquiteto Pedro Moutinho, Administrador da Fundação, e Olga Fonseca, Diretora do Departamento de Emergência Social. Atentamente, ouviram o Juiz convidado deixar claro que ajudar os pais a evitar o conflito e a respeitarem-se mutuamente é um importante ponto de partida para que a criança não sofra com o processo de separação. 

Nos mais de quatro mil processos que tratou nos últimos sete anos, o Juiz de Direito, que está agora no Tribunal de Família e Menores de Mafra, flexibilizou diversos procedimentos, sempre com o intuito de agilizar a resolução dos casos. Acredita que a sua missão passa por “impedir que os pais destruam a infância dos filhos, por melhores que sejam as intenções deles”. 



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