Compartilhando Projetos: (DES)construindo Caminhos

Existe em cada Educador uma “inquietude em relação à Educação”. Irrequietos e apaixonados, têm em si o sonho de fazer da Escola um local de desafios, de experiências significativas e de encantamento – um espaço onde as perguntas se multiplicam e as pesquisas acontecem, onde se integra conhecimento e se elabora uma visão significativa do mundo. Onde se contam histórias ricas em detalhe.

Uma Escola viva é aquela que é participada. Que está apoiada em diferentes linguagens, manifestações de conhecimento e estilos de aprendizagem, fundamentada na experiência e sensibilidade. Por isso, é imprescindível “diversificar momentos, marcar a diferença e assentar em contextos de desconstrução e rutura de situações convencionais”.

Neste contexto, as crianças da faixa etária dos 4 anos do Colégio José Álvaro Vidal foram convidadas a integrar e participar no Projeto “Por um dia!”. Recheada de “experiências transformadoras” que relacionam “o vivenciar e o aprender numa Educação continuada em Comunidades de aprendizagem”, esta dinâmica procura “fomentar experiências de exploração livre e experimentação ativa, com base na imprevisibilidade”.

Um exercício de autoconhecimento para cada criança

A primeira atividade deste Projeto decorreu a 13 de novembro, com o mote “Por um dia… escolho o que vestir!”. Consciente de que “a construção de cada identidade surge através das interações da criança com o seu meio social”, a Equipa dos 4 anos convidou as famílias a, por um dia, “deixarem as crianças escolherem o que vestir, ajudando-as a ser parte ativa e reconhecedora da sua autoimagem”. 

Ao incentivarem as crianças a participar nesta ação, Educadores e famílias acolhem “as particularidades de cada uma, enquanto individuo”, aceitando e respeitando “a sua maneira de ser, de estar e até de se vestir”. Uma premissa particularmente importante na faixa etária em causa.

A relevância e valor desta iniciativa prende-se com o facto deste ser “um exercício de autoconhecimento para a criança”. Mesmo quando as escolhas efetuadas não respeitam os padrões estéticos pré-concebidos ou a adequação das mesmas à época do ano, atividades como esta procuram potenciar “o processo de constituição da identidade” que, assente em valores éticos e autênticos, “permite formar cidadãos conscientes do seu papel na construção da sua história e com impacto na história dos outros”.



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