Prevenir e reeducar posturas, gestos e movimentos, favorecendo o alinhamento postural e a flexibilidade, melhorando a coordenação, a concentração, a respiração e aliviando o stress e as tensões musculares.

Assim se apresenta, numa primeira abordagem, o Pilates Clínico. Uma área especializada, com exercícios terapêuticos, que a Clínica de Medicina Física e de Reabilitação (CMFR) da Fundação CEBI disponibiliza há dois anos. Desde então, também as aulas de Preparação para o Parto, de Reabilitação Pós-parto e de Reabilitação Perineal se juntaram às novidades Clínicas – todas estas apresentam uma procura crescente.

Duas razões levaram à resposta empreendedora de chegar a novos públicos: “inovar e ir ao encontro das expectativas e necessidades dos utentes”, explicou Manuela Amaral, Diretora da Clínica da CEBI. E as escolhas apresentaram-se como obvias: não só porque “as respostas eram inexistentes no Concelho de Vila Franca de Xira”, mas também porque “as Fisioterapeutas da Clínica tinham formação específica nas áreas em que apostámos”.

Personalização distingue oferta da CEBI

Licenciada em Fisioterapia e com formação particular em Pilates Clínico, certificada pelo Instituto Português de Pilates Clínico, pela Well Women e pelo Balance and Control Pilates Education, a Fisioterapeuta Cláudia Martins define o serviço apresentado na CEBI como “um conjunto de exercícios adaptado a cada utente, dividido em vários graus de dificuldade, que pode ser realizado em grupo ou individualmente, tendo em vista as especificidades de cada individuo, e que são direcionados principalmente para a reabilitação”.

“A personalização do exercício” é uma das principais diferenças apontadas para distinguir a valência do Pilates dito tradicional – “temos uma maior atenção ao utente, avaliando todas as suas necessidades, os exercícios propostos são constantemente adaptados, principalmente no que diz respeito ao grau de dificuldade, e temos sempre muita atenção ao alinhamento postural durante as aulas”.

E isso reflete-se de imediato: “logo após as primeiras sessões, os utentes referem-nos que ficam com uma maior consciência corporal, sentem alívio nas dores e dão por si, diariamente, a corrigir a sua própria postura”.

Cláudia Martins, responsável pela dinamização das novas áreas da Clínica da CEBI, recorda que o Pilates Clínico “é a valência mais generalista e que as pessoas ouvem falar com mais facilidade”, considerando isso uma mais-valia para a difusão da informação.

CEBI oferece serviço de continuidade e complementação

Indicado para todo o tipo de pessoas, com diferentes idades, com ou sem patologias, dores ou alterações posturais, o Pilates Clínico registou durante o último ano uma forte adesão. Durante as aulas, que na CEBI decorrem duas vezes por semana para cada turma, os utentes beneficiam de um fortalecimento muscular, do aumento da flexibilidade e da consciência corporal, de um maior alinhamento corporal, do alívio da dor e do stress, de um maior bem-estar físico e emocional e de uma melhor coordenação motora.

Numa perspetiva de continuidade e complementação, o Pilates Clínico da CEBI garante “um enquadramento muito específico que só os Fisioterapeutas conseguem dominar, uma vez que os utentes que procuram esta atividade podem sofrer de várias patologias que necessitam de exercícios distintos”.

Quem o garante é a Diretora Clínica que, a par disso, considera que “a ligação da Fisioterapeuta responsável da área com os restantes Médicos Fisiatras da Clínica é essencial para, em determinadas situações, ser realizada uma abordagem médica em conjunto e em Equipa”. Para isso, Cláudia Martins esclarece: “entre as diversas profissionais da Clínica mantém-se uma comunicação muito consistente – temos muitos utentes com dores cervicais e com alterações posturais profundas a quem aconselhamos o Pilates porque sabemos que o doente irá beneficiar com isso”.

As turmas de Pilates Clínico da Fundação CEBI são compostas por oito elementos, no máximo. As mulheres costumam dominar o número de utentes – “estão mais despertas para a atividade física e têm menos complexos com esta prática”. No entanto, em duas turmas, com praticantes dos 30 aos 60 anos, encontra-se “um bocadinho de tudo, principalmente no que diz respeito às motivações”. A Fisioterapeuta explica: “temos pessoas que nos procuram para corrigir o alinhamento postural, mas também temos utentes que vêm apenas pela prática desportiva”.



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