O Grupo Cénico da Fundação CEBI, orientado pela Professora Catarina Loureiro, apresentou, em duas sessões distintas que decorreram no final de abril, a peça “Max e René”, um espetáculo “sobre mim, ti, nós e todos os pronomes que não nos definem”. 

As exibições decorreram, pelo segundo ano, no Teatro Praga, uma Companhia de Teatro Profissional que tem colaborado com o Grupo Cénico. Depois de “Bilingue”, peça escrita por José Maria Vieira Mendes, apresentada em 2016, “Max e René” vem este ano reafirmar a constante necessidade de “autodescoberta” do Grupo da CEBI, que se assume como “um Grupo de Teatro Escolar” e, como tal, aposta “na formação de indivíduos criadores, livres e sem constrangimentos”. 

“Fazemos Teatro porque acreditamos na sua urgência”

Os jovens atores Alexandra Serralheiro, Diogo Severino, Gonçalo Ponte, Inês Luís, Ricardo da Mata e Rita Bernardo interpretaram uma peça sobre “identidade, estereótipos, descoberta, procura, transformação, diferenças e oportunidades”. Nela, encontraram razões para crescerem. Para viverem a “nostalgia e o desapego”. Para recomeçarem. Livres. E protagonizarem um conjunto de encontros e desencontros.

Formado em 2007, o Grupo Cénico da CEBI tem realizado espetáculos baseados em textos de autores como Plauto, García Lorca e José Saramago. Nos últimos anos, o Grupo, em constante renovação, participou no “Festival PANOS”, um Projeto promovido pela Culturgest, onde teve oportunidade de desenvolver trabalhos de dramatização a partir de textos mais contemporâneos, assinados por Rory Mullarkey, Lucinda Coxon, Tim Etchells ou Joana Craveiro, e de atuar no Grande Auditório da Cultugest.

Os jovens atores acreditam “no corpo do ator e na sua capacidade inventiva e performativa como parte central” das suas criações. Escolhem, geralmente, textos que os desafiem a “ir mais longe”. E fazem Teatro, acima de tudo, porque acreditam na sua urgência. 



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