Sabe se as Zebras são brancas com riscas pretas ou pretas com riscas brancas? E porque “explode” o milho quando fazemos pipocas? Conhece a explicação científica para as estrelas não brilharem durante o dia? Consegue dizer porque são tão bonitas as cores das Borboletas e dos Pavões? Ou porque é que a fruta descascada muda de cor?

Nunca pensou nisto? Não faz mal. Os alunos do Colégio José Álvaro Vidal refletiram por si, motivados por um conjunto de curiosidades científicas, que estão a ser respondidas durante o desenvolvimento do Projeto “A Ciência dos Porquês”. A dinâmica foi proposta pelos Professores que compõem o Agrupamento de Matemática e Ciências da CEBI, junto das crianças de 4 e 5 anos do Pré-escolar, dos alunos do 1º e 2º ciclos e das turmas de 7º e 8º anos.

No total, estão 46 grupos de diferentes faixas etárias envolvidos na atividade – são mais de mil alunos despertos para a Ciência – numa iniciativa que começou no final do mês de março e que vai até dia 6 de maio.

Mais de 200 perguntas propostas na fase inicial do Projeto

Numa espécie de Intercâmbio entre as diversas turmas, a iniciativa surge no âmbito do tema integrador do presente Ano Letivo – “Que lugar para a Ciência” – e pretende fundamentalmente promover um espaço para a exploração de questões que despertem a curiosidade dos alunos participantes.

“Começámos por espalhar dezenas de perguntas distintas pelo recinto da Fundação, que pretendiam refletir a presença da Ciência no nosso dia-a-dia”, explicou Inês Massuça, Professora do Colégio José Álvaro Vidal. Antes disso, o Grupo de Matemática e Ciências já tinha recebido cerca de 200 propostas para “descobrir os porquês do mundo que nos rodeia” – quando começaram a preparar o Projeto, envolveram Alunos, Docentes, Educadores, Encarregados de Educação e outros elementos do Universo do CJAV a “pensar em questões que revelassem curiosidade, inteligência e sede de saber”.

Esta “ação de marketing” teve um sucesso gigante e muito acima das expectativas. Ninguém ficou indiferente – “grande parte da Comunidade Escolar chega a parar para ler as perguntas, anota-as e procura respondê-las com um acesso rápido à Internet ou junto dos Professores”. As famílias também aderiram “muito a este Projeto”, tornando-se um elemento facilitador de todo o processo.

Sem limitações: alunos respondem cientificamente de forma original, criativa e lúdica     

O desenvolvimento científico mais concreto, explicativo e curricular, vai agora, nesta fase seguinte, ser desenvolvido em Sala de Aula com a ajuda dos Educadores de Infância, dos Professores Titulares e dos Professores de Matemática, de Ciências Naturais e de Físico-Química. Cada turma vai procurar responder a uma pergunta, desenvolvendo a sua explicação de forma criativa, lúdica e original – “não há limites”, esclareceu Inês Massuça, “o meio de expressão utilizado fica ao critério de cada um – há turmas a escrever peças de Teatro, a desenhar explicações em Banda Desenhada, a fazer apresentações recorrendo ao PowerPoint e até existem alunos a compor pequenas Músicas”.

A única regra imposta é que as explicações sejam claras e respondam, totalmente, “ao porquê das coisas”. Até porque “o ‘porque sim’ não é a resposta que todas as crianças e jovens querem” ouvir.

Os “porquês” vão depois ser apresentados a turmas distintas, onde as explicações vão ser finalmente desvendadas: a Zebra é mesmo branca com riscas pretas e o milho das Pipocas “explode” porque a água que o compõe passa a vapor de água quando é aquecido, ocupando mais espaço e, consequentemente, aumentando a pressão. As estrelas, afinal, até brilham de dia e de noite, no entanto, não as conseguimos ver porque existe a luz do Sol. E as Borboletas e Pavões têm cores bonitas que “provêm de pigmentos existentes nas suas asas”, enquanto a fruta descascada muda de cor porque a clorofila desaparece gradualmente, permitindo que “outros pigmentos presentes se tornem visíveis”.

Ensino Científico como um dos pilares do desenvolvimento Humano

Envolver a Comunidade Escolar numa atividade conjunta, desenvolver o espírito crítico, a capacidade comunicativa, a curiosidade e o método científico, procurando a cooperação entre pares, são os principais objetivos do Projeto, que pretende culminar com a criação do “Livro dos Porquês da CEBI” – nessa compilação de documentos, Inês Massuça conta que estejam “todas as explicações, ilustrações e fotografias do Projeto”.

Respondendo ao tema do triénio 2014/2017, “Ética e Ciência nos desafios do mundo atual”, a temática que Alunos e Docentes estão a trabalhar no Colégio José Álvaro Vidal, durante o Ano Letivo 2015/2016, é "Que lugar para a Ciência". A necessidade de investir ainda mais no Ensino Científico nas Escolas volta, assim, a estar novamente em destaque, na medida em que a Educação é um dos pilares essenciais do desenvolvimento do Ser Humano. O compromisso da CEBI é contribuir para a formação de pessoas responsáveis, autónomas e solidárias, capazes de se tornarem verdadeiros empreendedores que facilmente se tornam os "líderes de amanhã".



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