O livro “Here We Are” de Oliver Jeffers, onde um futuro pai descreve a um filho ainda não nascido a vida que vai encontrar no Planeta Terra, foi o ponto de partida para a construção da Atividade de Encerramento de Ano Letivo 2017/2018 do Colégio José Álvaro Vidal. Inspirados pela narrativa, os alunos da CEBI foram convidados a partilhar a sua própria definição de mundo. E foi a partir do seu ponto de vista que o espetáculo nasceu, foi construído e estreou perante a Comunidade Escolar, que encheu o anfiteatro ao ar livre que a CEBI preparou.

Era dia 15 de junho. Esperou-se que a noite ficasse cerrada para que o espetáculo tivesse mais impacto. Luzes, cores e sons transformaram-se rapidamente em sensações. No bater acelerado do coração, nas inspirações e expirações, no abraço gigante ao Planeta Terra, na agitação da cidade e na tranquilidade da natureza.

“Experimentar tantas coisas que não têm explicação”, como a vivência diária neste Planeta que “é uma bola a flutuar no meio do nada”.

Aos alunos em palco juntou-se uma projeção multimédia, refletida maioritariamente nas paredes do mais recém-ampliado edifício da Fundação CEBI. Uma forma simples de o tornar, também, protagonista da celebração. 

Para entender o Planeta Terra, é necessário vivê-lo

Sobre “aquela esfera verde e azul que pertence ao Sistema Solar” ou aquele “planeta rochoso, magnífico e que tem vida”, as crianças de 5 anos do Pré-escolar e os estudantes do 1.º ao 9.º ano esclareceram de imediato: “para entender a Terra, é necessário vivê-la. Estar em campos verdejantes de primavera cobertos de flores, colher um fruto maduro de uma árvore ou banhar-se nas águas mornas de verão, sentir os flocos de neve a cobrir a montanha, repousar sobre o monte de folhas secas de outono”.

A eles, juntaram-se os alunos das Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) de Dança Contemporânea e Expressão Artística, de Tecidos Verticais e de Ginástica Acrobática, que num espetáculo que não pretendia ser linear, tal como o mundo não o é, ajudaram a transpor a ideia de que “o tempo é finito” e que cabe a todos “experienciá-lo de uma forma mais consciente, humana e sustentável”. Porque, na verdade, o Planeta “somos todos nós”.
 



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