Porque perdemos a liberdade e deixamos de dar a nossa opinião? A imaginação é mais importante do que o conhecimento? Porque é que não há mais coisas para brincar no recreio? Existem desenhos errados? Porque é que as crianças não param? Os adultos também aprendem? Brincar é importante? Será assim tão difícil percebermos as ideias uns dos outros? Porque continuamos a uniformizar o ensino? A Escola ainda acredita?

Foi com uma “imensidão de porquês” que, no dia 05 de novembro, o Colégio José Álvaro Vidal abriu, oficialmente, o Ano Letivo 2019/2020. Na cerimónia, protagonizada conjuntamente por profissionais da área da Educação e por alunos da CEBI, procurou abrir-se horizontes sobre os múltiplos caminhos que a Escola tem para se [re]desenhar.

Numa sessão com um formato mais intimista, descobriram-se “números que podem ser mágicos, leituras essenciais para distinguir informação de desinformação e diários gráficos que nos transformam”. Mas não só. Em poucos minutos de uma conversa repleta de possibilidades e caminhos para a “Escola do Futuro”, foram partilhados contributos inquietantes que procuraram despertar (mais) consciências e deixar pistas para ações consideradas emergentes e necessárias.

Esses contributos, em forma de testemunho, foram deixados por alunos do Pré-escolar ao Ensino Secundário, por Educadores e Professores e por Auxiliares de Ação Educativa. As reflexões deixadas aos presentes também se alinharam com o tema do Projeto Educativo do Colégio José Álvaro Vidal para este Ano Letivo – “refletir sobre algumas literacias consideradas essenciais para a aprendizagem e conhecimento dos alunos – cultural, artística, ambiental, social, emocional, digital e científica” – e protagonizaram um primeiro “território de experiências”, que ganhou vida num armário-ainda-intacto que compunha o cenário da cerimónia e que irá desempenhar um papel central no Ano Letivo que já se encontra a decorrer.

“Costureiros de sonhos e padrinhos de utopias”

Acompanhada de perto por diversos Encarregados de Educação do Colégio da CEBI, a cerimónia de Abertura de Ano Letivo procurou refletir sobre uma “imensidão de saberes”, numa necessidade de “aprofundar competências em áreas prioritárias como a criatividade, a resolução de problemas e a colaboração”. E está na especificidade de cada um dos agentes educativos e alunos “a medida certa para questionar e reinventar” a Escola.

Apesar deste novo formato que se desenhava, o momento de celebração contou, como vem a ser hábito, com performances musicais e artísticas conduzidas por alunos da Fundação. Num palco improvisado no Pavilhão Gimnodesportivo da CEBI, soaram as cordas de uma guitarra, a voz afinada de um conjunto de estudantes e as flautas de bisel. Juntaram-se coordenados passos de dança e equilíbrios perfeitos em figuras acrobáticas.

“Ser uma Escola mais humana. Mais respeitadora das diferenças. Mais preocupada com os desafios do mundo atual” é a preocupação de todos os profissionais da Fundação CEBI. Relembrou-o António Castanho, Diretor do Colégio José Álvaro Vidal, que, juntamente com a Presidente do Conselho de Administração, completaram as intervenções da tarde. Ana Maria Lima aproveitou a ocasião para desafiar a Comunidade Escolar a ser potenciadora de novas aptidões e conhecimentos: “que estejamos de mãos dadas para que todo o processo educativo se desenvolva, se inspire e se crie de forma conjugada, e que contemple todas as necessidades das nossas crianças”.

A cerimónia não terminou sem a distinção de mais 100 alunos pelos resultados obtidos durante o Ano Letivo transato. Exemplo e motivação para todos, os estudantes foram reconhecidos pela presença ou permanência nos Quadros de Mérito, de Valor e de Excelência. A cinco alunos do Ensino Secundário foram, ainda, atribuídas as Bolsas de Mérito Escolar para o Ano Letivo 2019/2020.
 



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