Ser criativo, não ter medo de experimentar e pensar constantemente fora da caixa. São estes os segredos para um verdadeiro Chefe. Em formato Júnior. Foi João Mata quem nos confessou – um dos alunos do 7º ano do Colégio José Álvaro Vidal e atual concorrente da primeira edição do MasterChef Júnior Portugal. Com apenas 12 anos, o estudante da CEBI está entre os 18 melhores cozinheiros do país – um sonho que tinha prometido cumprir caso o formato televisivo chegasse a Portugal. Aluno de Excelência, amigo do seu amigo, sociável, educado, organizado, com espírito de liderança e “muito teimoso quando não consegue o que quer”.

Foi com personalidade forte, “com bons princípios e valores” e sempre com um sorriso no rosto que o João se apresentou no programa dos “pequenos cozinheiros”, que está a ser transmitido, desde maio, pela TVI.

Despertar CEBI – Como surgiu esta vocação para a cozinha?
João Mata – Desde pequeno que fazia bolos com o meu irmão e sempre gostei muito de ajudar o meu pai a mexer as panelas e a enchê-las com água! Lembro-me de que a primeira coisa que realmente “cozinhei” foi massa. Desde esse dia pedia sempre ao meu pai para ser eu a fazer a massa. A partir de aí fui inspirar-me em programas de televisão e livros, até que comecei a criar as minhas receitas.

D. – A decisão de participares no MasterChef Júnior foi imediata?
J. M. – Sim, não tive qualquer dúvida em participar assim que descobri que as inscrições estavam abertas! Sempre adorei ver o MasterChef em outros países e por isso resolvi inscrever-me.

D. – A tua família apoiou incondicionalmente esta ideia?
J. M. – A minha família apoiou de imediato a minha entrada na competição pois todos sabiam que era o meu sonho.

D. – Qual a sensação de receberes a famosa “colher de pau” quando outras centenas de concorrentes não o conseguiram?
J. M. – Receber a “colher de pau” foi uma das melhores sensações de toda a minha vida. Há muitos anos que esperava a oportunidade de entrar no MasterChef. Senti-me tão feliz!

D. – E como é estar entre os 18 cozinheiros juniores mais famosos de Portugal?
J. M. – É uma sensação boa… mas estranha ao mesmo tempo! É muito estranho estar a viver uma coisa que sempre desejámos.

D. – Até agora, quais foram os momentos no MasterChef Júnior que te deixaram mais ansioso?
J. M. – Todas as provas foram bastante difíceis e exigentes. No entanto, um dos momentos que me recordo que me deixou mais nervoso foi a eliminatória onde apresentei o “Bacalhau Circense”. Mas até correu muito bem!

D. – Sentes uma responsabilidade acrescida por seres um dos concorrentes mais velhos da competição?  
J. M. – Acho que como um dos concorrentes mais velhos tenho obrigatoriamente de saber apoiar os mais novos, especialmente nas provas em que trabalhamos em equipas. Isso aconteceu, por exemplo, na prova que fizemos no Jardim Zoológico de Lisboa: apesar de não ser o líder da minha equipa, foi minha função orientar os vários elementos durante a ausência da Ana Rocha, devido aos cortes que ela fez nos dedos!

D. – Preferes cozinhar sozinho ou em equipa?
J. M. – Gosto muito de cozinhar sozinho porque assim ninguém contraria as minhas ideias e posso desenvolver pratos e receitas completamente à minha maneira. Sei reconhecer, ainda assim, que é muito importante saber cozinhar com uma equipa. Para isso, temos de saber delegar tarefas e perceber que o desempenho dos outros poderá estar dependente do nosso.

D. – O que é preciso para ser um verdadeiro Chefe?
J. M. – Para se ser um Chefe é preciso ter muita criatividade e não ter medo de experimentar novas combinações. Um verdadeiro Chefe deve sempre pensar fora da caixa e ser diferente.

D. – Em que medida é que achas que o Projeto Educativo Global da CEBI, que valoriza a experimentação artística e a aprendizagem não formal, te ajuda na idealização de novos pratos?
J. M. – A enorme variedade de Atividades de Enriquecimento Curricular que a CEBI tem para oferecer ajuda os alunos a desenvolverem a sua criatividade e ensina-nos a pensar de uma maneira diferente. E isso aplica-se claramente nos pratos que eu faço.

D. – Como é que um bom aluno como tu consegue conciliar a participação num concurso televisivo com as exigências do Ano Escolar?
J. M. – Foi difícil conciliar a Escola com a participação no MasterChef. Mas acabou por correr tudo pelo melhor. Neste aspeto, tive muito apoio dos meus Professores, em especial da minha Diretora de Turma, e dos meus colegas, que me mantiveram sempre a par das matérias lecionadas.

D. – Dizem que os teus amigos da Escola são os teus primeiros fãs. Porquê?
J. M. – Os meus colegas sempre me apoiaram imenso nesta aventura. Aliás, mesmo ainda não acreditando que fosse possível entrar no concurso, foi a eles que prometi que participaria no MasterChef Júnior.

D. – Como tem sido a tua experiência no Colégio José Álvaro Vidal?
J. M. – Tenho adorado estar no Colégio da CEBI. Tem sido uma experiência muito enriquecedora. Os Professores são excelentes e apoiam-nos sempre no que precisamos. Tenho aprendido muito, não só em Sala de Aula, como fora dela, devido a todas as Atividades de Enriquecimento Curricular que nos proporcionam experiências diferentes e desafiam a nossa criatividade.



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