No passado dia 21 de setembro, Dia Internacional do Doente de Alzheimer, o Centro de Recursos da Ericeira (CRE) proporcionou aos seus utentes um conjunto de atividades concebidas e orientadas para a prevenção, intervenção e reflexão sobre a patologia. 

Muitas das dinâmicas apresentadas já fazem parte da intervenção diária da Equipa Multidisciplinar do CRE, que organiza as atividades de acordo com as necessidades individuais de cada Idoso. No entanto, no dia comemorativo, onde se pretendeu sensibilizar para esta patologia cerebral, os utentes do Centro de Recursos puderam explorar livremente todas as atividades propostas.   

Nas dinâmicas não ficaram esquecidas as iniciativas de estimulação cognitiva, que utilizam maioritariamente exercícios de memória, os jogos de estratégia, a leitura e a escrita, o trabalho da motricidade e a exploração e organização do espácio temporal.

60 mil portugueses são Doentes de Alzheimer

Estima-se que existam, em Portugal, cerca de 60 mil pessoas com doença de Alzheimer. A nível mundial, o número já ascendeu aos 35,6 milhões. A patologia é uma das formas mais comuns de demência, surgindo principalmente a partir dos 65 anos. 

Nos estádios de demência mais avançados, nem sempre é possível uma intervenção preventiva, com atividades orientadas estrategicamente para a estimulação. Nesses casos, no Centro de Recursos da Ericeira, os utentes são acompanhados por Técnicos e Ajudantes de Ação Direta, que definem um tratamento personalizado, onde o conforto, o bem-estar e as relações de “humanitude” permitem reforçar a identidade.

O cuidado humano possibilita o respeito individual de cada utente, sem esquecer os seus desejos, a sua história, os seus hábitos e a sua intimidade. A essência do cuidado com “humanitude” é a luz e a esperança para muitos doentes e para os seus familiares. A conjugação equilibrada dos seus pilares é a base de trabalho de toda a Equipa do CRE, que dirige, a todos quanto apoia, uma prestação de cuidados que tranquilizem o utente e a família, que lhes confiram segurança, que os “olhem nos olhos” e que tenha sempre uma dimensão não-verbal.



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