A Fundação CEBI, no âmbito das comemorações do seu 50.º Aniversário, promoveu, no passado dia 20 de setembro, um Encontro sob o tema “Contributos para o Desenvolvimento Humano”. A iniciativa decorreu no Auditório da Fundação Oriente, contando com a presença de mais de uma centena de pessoas, que se juntaram a um variado e distinto leque de oradores, para uma reflexão conjunta em torno de três painéis de debate: “Contextos Sociais e Comunitários: Novos Desafios, Novas Respostas”, “O Aluno e as suas circunstâncias no Processo Educativo” e “Cidadania e Desenvolvimento”.

Ana Maria Lima abriu a sessão, apresentando o evento como “um Encontro de pessoas com interesses comuns”. Juntaram-se à Presidente do Conselho de Administração da Fundação CEBI, Carlos Monjardino, Presidente da Fundação Oriente, Fernando Paulo, Presidente da Assembleia Municipal de Vila Franca de Xira e Rui Fiolhais, Presidente do Instituto de Segurança Social. Sem exceção, reconheceram a importância do trabalho desenvolvido na Fundação CEBI ao longo dos seus 50 anos de atividade – motor de respostas cívicas, inovadoras, interventivas e ativas junto a crianças e famílias, principalmente dos mais desfavorecidos. 

“...O Homem sonha, a obra nasce”

Foi com a mesma ambição que em 1968, José Álvaro Vidal, principal impulsionador do nascimento da CEBI, deu os primeiros passos na construção da atual Fundação, que se sonhou um Encontro, que envolvesse as várias áreas de atuação da CEBI, numa reflexão sobre ações concretas para o Desenvolvimento Humano. Em poucos meses, os “Homens sonharam e a obra nasceu”.

Nasceu um Encontro interdisciplinar, dirigido prioritariamente a técnicos e colaboradores de Organizações que intervêm nos domínios sociais, comunitários e educacionais onde intervieram diversos especialistas nas áreas sociais, educativas, de gestão e tecnológicas.

Nomes como Isabel Pastor, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Raquel Corval, da Universidade do Minho, Eduardo Marçal Grilo, da Fundação Francisco Manuel dos Santos, Carla Malafaia, da Universidade do Porto, Rita Campos Cunha, da Universidade Nova, José Magalhães, Deputado à Assembleia da República, Ricardo Teixeira, da Jumpmaster Investimentos, e Luís Bento dos Santos, Administrador do Banco Santander, participaram nos 3 painéis de debate, e deram um excelente contributo, com a sua visão e larga experiência pessoal, para o enriquecimento dos diversos contextos e estratégias debatidas ao longo desta sessão. Ficou a certeza de que todos quantos estiveram presentes saíram mais enriquecidos e motivados para que nos seus contextos diários fiquem mais atentos ao muito que se pode fazer, no sentido de produzirem mais e melhores contributos para um eficaz panorama de Desenvolvimento Humano.

A importância de gerar conhecimento e encontrar soluções conjuntas de desenvolvimento

O encerramento da sessão contou com a presença da Senhora Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, que começou por agradecer à CEBI “o seu trabalho e envolvimento comunitário em áreas tão distintas”.

Consciente da necessidade crescente de criar respostas sociais inovadoras, a Ministra relembrou que “do mais sofisticado engenheiro tecnológico ao artesão mais criativo, todos podem atualizar e renovar as suas ideias na área da inovação social”. 

A sessão de encerramento do Encontro ficou completa com as intervenções de Maria da Luz Rosinha, figura incontornável na história da Fundação CEBI e do concelho de Vila Franca de Xira, e de Maria do Céu Ramos, atual Presidente do Centro Português de Fundações.

Sobre a reflexão conjunta proporcionada pela Fundação CEBI, Maria da Luz Rosinha relembrou que “o Desenvolvimento Humano exige um trabalho diário de formação cívica” em torno da pessoa, que deve ser sempre considerada “única e com características próprias”. Fazer a diferença nesta área passa obrigatoriamente por “gerar conhecimento e encontrar soluções conjuntas de desenvolvimento, tal como se motivou durante o dia de hoje”.

Concordante de que “a trajetória definida pela Fundação CEBI é exemplo de orgulho e, certamente, continuará a ser”, Maria do Céu Ramos reforçou que “só de um olhar atento e uma ação consciente e estruturante” pode resultar a filantropia. Para a Presidente do Centro Português de Fundações, “a CEBI de 1968 cresceu, renasceu como Fundação e continua a inovar diariamente, apoiando a sociedade num conjunto de áreas estruturais e estruturantes”.



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