“Levava a minha gata porque não tinha coragem de a deixar para trás. Ela chama-se ‘Pipoca’ e é a minha melhor amiga”. Depois, “não me podia esquecer de uma caixa de Primeiros Socorros, de alguns alimentos e do meu computador”. A mochila era imaginária, mas pesava. E já continha muita coisa. Aquilo que, eventualmente, Tiago Henriques, aluno do 4ºA do Colégio José Álvaro Vidal, levaria caso “tivesse que fugir da guerra e procurar uma vida melhor”.

As respostas, transpostas para o papel em formato de desenho livre ou com técnicas próprias da disciplina de Educação Visual, foram procuradas no âmbito da iniciativa “E se fosse eu? Fazer a mochila e partir” promovida pela Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), em colaboração com a Direção-Geral da Educação (DGE), o Alto Comissário para as Migrações e o Conselho Nacional de Juventude (CNJ). As atividades decorreram no dia 6 de abril, em diversas Escolas nacionais, num exercício de reflexão e empatia “para saber o que as crianças que fogem da guerra passam”.

Ao Tiago, de apenas 9 anos, juntaram-se os restantes estudantes do 4ºA da CEBI, assim como os colegas do 6ºA e do 7ºA. Os mais velhos, em representação dos alunos do 2º e 3º ciclos, construíram uma mochila conjunta, onde decidiram não colocar apenas bens essenciais: “eu escolhi uns phones porque me sentia mais confortado se pudesse ouvir as minhas músicas”, explicou António Vidal, de 13 anos”.

Diretor do Colégio dinamiza Sessão de Sensibilização

Antes de “preparem” as suas mochilas, os alunos da Fundação foram enquadrados sobre a problemática, numa Ação desenvolvida por António Castanho. Durante a Sessão, que decorreu no Auditório da CEBI, o Diretor do Colégio José Álvaro Vidal procurou esclarecer os participantes sobre o tema, sensibilizando-os para necessidade filantrópica de ajudar quem mais precisa.

Com o objetivo de tentar que os alunos portugueses se coloquem na pele dos milhares de Refugiados que continuam a procurar um porto de abrigo na Europa, criando empatia com quem procura Proteção Humanitária, a iniciativa organizada pela PAR mobilizou perto de 600 Escolas.
 



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