A 25 de novembro, a Fundação CEBI assinalou o seu 52.º Aniversário com um conjunto de iniciativas naturalmente distintas das habituais. Num ano necessariamente diferente e particularmente difícil, em que a ansiedade e a preocupação vieram condicionar a vida de todos, a efeméride não deixou de ser assinalada, em sinal de vitalidade e cumprimento da Missão desta Instituição. 

“Apesar das dificuldades sentidas, como consequência da crise pandémica, procuramos continuar a apoiar o desenvolvimento efetivo da Comunidade, assegurando o desenvolvimento da nossa atividade com o mesmo espírito e qualidade, abrangendo todos os nossos utentes”. Escreveu-o Ana Maria Lima, Presidente do Conselho de Administração da Fundação, numa mensagem dirigida a todos os que fazem parte desta Casa, onde foi salientado, em particular, a “forma empenhada e dedicada com que cada um dos cerca de 400 Colaboradores da Fundação tem vindo a desenvolver as suas funções com elevado espírito de humanismo”. 

De entre todos os trabalhadores, destaque merecido, numa breve cerimónia, para os 15 que, neste momento tão atípico, completaram 20 anos de serviço na CEBI. Numa homenagem efetuada “em ambiente de trabalho”, conduzida pelo Diretor de cada serviço e registada em vídeo, foi salientada “a forma singular como cada um marcou a Fundação”.

Recordando “sentimentos vividos” e “relações fortes criadas”, numa tela em branco que ganhou, simbolicamente, a história de “todos aqueles que deram asas a este projeto” e lhe dedicaram “ética, solidariedade, transparência e respeito”, com o objetivo primeiro de “promover o bem-estar e a qualidade de vida a crianças, jovens, Idosos e famílias que se encontram em vulnerabilidade social”.

Multiplicaram-se e reinventaram-se as celebrações

A realidade pandémica que atravessamos impediu que se realizasse a habitual sessão solene de comemoração de aniversário, mas com criatividade desenharam-se outras iniciativas para viver, em segurança, os 52 anos de CEBI, certos que de que “a Fundação mantém-se viva”. Nos meios de comunicação oficiais foram relembrados “alguns momentos de celebração dos últimos anos”, presididos por importantes personalidades que estiveram na CEBI para reconhecer o trabalho contínuo efetuado em prol do Desenvolvimento Humano.

No Colégio José Álvaro Vidal, através de metodologias e plataformas digitais adaptadas a cada faixa etária, os estudantes foram convidados a descobrir ou recordar a história, os valores e a missão da Instituição – essenciais para a construção de uma identidade organizacional. 

Já no Centro de Recursos da Ericeira (CRE), a partir de uma divisão branca, sem vida e sem memórias, as respostas sociais do CRE, bem como os Colaboradores deste equipamento, foram convidados a “habitar” o espaço, numa alusão simbólica à Fundação da qual todos fazem parte. Dessa forma, criaram conjuntamente, sem cruzamento de utentes entre valências, uma instalação artística à qual denominaram “Pintura Habitada”.

“Mais fortes para enfrentar o futuro”

Dirigindo-se aos “muito amigos, Colaboradores e parceiros da Fundação”, Ana Maria Lima encerrou a sua mensagem “com a certeza de que, em conjunto, seremos capazes de vencer todas as vicissitudes deste momento e sairmos mais fortes para enfrentar o futuro”. 

“Pese embora todas as preocupações”, a Presidente do Conselho de Administração garantiu: “estamos empenhados e continuaremos com a mesma força, vontade de aperfeiçoamento e de reforço da nossa identidade, em construir planos de continuidade para o apoio à Comunidade”.



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