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EMERGÊNCIA SOCIAL

| DESPERTAR CEBI

“I

nvestir nas crianças”, quebrando “o ciclo de

desvantagem” é uma recomendação da Comis-

são Europeia que pressupõe a criação de opor-

tunidades para “dar voz às crianças”. Respondendo a

este denominador, que se pretende comum, a equipa

da Casa de Acolhimento da Fundação CEBI está a pro-

curar dinamizar atividades “que promovam a participa-

ção das crianças na tomada de decisões que afetam

as suas vidas, consultando-as, de acordo com o quadro

mental da sua idade, sobre os seus Projetos de Vida

e proporcionando-lhes a oportunidade de conhecer e

conviver com aqueles que, superiormente, decidem”.

No âmbito deste objetivo, delineado para decorrer

durante o ano de 2017, no passado dia 17 de feve-

reiro, a Casa de Acolhimento da CEBI recebeu a visita

de Teresa Zarco, Procuradora do Ministério Público do

Tribunal de Família e Menores de Vila Franca de Xira.

Rita Oliveira, Coordenadora da Equipa de Crianças e

Jovens da Segurança Social do Concelho, e Teresa

Teixeira, Chefe de Sector da Segurança Social, acom-

panharam-na. Durante uma tarde, as crianças do DES

puderam participar “junto das entidades decisoras”,

QUEBRAR O CICLO DE DESVANTAGEM

“CONHECER, PERCEBER

E GANHAR VOZ”

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num Projeto que a Casa de Acolhimento intitulou de

“Conhecer, perceber e ganhar voz”.

Como? Quem? Porquê?

As perguntas surgem tantas vezes na cabeça das crian-

ças sem resposta. Persistem diariamente. Resistem.

Nascem sobre estórias reais, que são suas. A presença

no DES de agentes envolvidos no Processo de Promo-

ção e Proteção vem desmistificar esse conjunto de

questões, que tantas vezes não tem resposta evidente,

nem tão pouco materializada – “dar voz à criança é, na

nossa perspetiva, uma forma de humanizar os serviços

prestados no âmbito da defesa do Superior Interesse

da Criança”, explicou Olga Fonseca, Diretora da Casa

de Acolhimento da CEBI.

Durante o ano, o DES pretende continuar a receber

nas suas instalações, Procuradores, Agentes da Auto-

ridade, Técnicos da Segurança Social, Juízes e repre-

sentantes de outras entidades que “acompanham

diariamente a execução das medidas aplicadas às

crianças” institucionalizadas, “promovendo o contacto

entre todos”.

TEXTO

SARA CABRAL

A Casa de

Acolhimento

da CEBI está a

proporcionar às

crianças momentos

que “promovam

a participam na

tomada de decisões,

proporcionando-lhes

a oportunidade de

conhecer e conviver

com aqueles que,

superiormente,

decidem”